Uma viagem num espaço pessoal.

Este post vem já com algumas semanas de atraso, mas não deixa por isso de ser importante que eu actualize a informação sobre o último projecto que foi feito.

Este foi um projecto que, não parecendo de início, se tornou um pouco mais complicado que o anterior. Foi um projecto também de altos e baixos e houve alturas em que a busca por um conceito muitas vezes não coincidia com a “ideia” de um bom projecto final.

Com este projecto desenvolvi sobretudo o gosto pelo brainstorm, o gosto pela “pesquisa” intelectual (se assim a posso chamar), pelos mapas cerebrais, pela escrita, pelo pensamento. Escrevi imenso, pensei ainda mais mas ainda faltou bastante a fase de produção visual. É algo que pretendo melhorar e que preciso de melhorar. Fazer é sem dúvida alguma mesmo (como já nos foi dito várias vezes pelo professor Andrew) uma boa forma de pensar.

Quis que este trabalho se focasse num objectivo específico, num conceito. Quis que de alguma forma ele tivesse significado e transmitisse uma mensagem.

Dentro deste conteúdo do “The Journey” ,foquei-me demasiado no tema em si e penso que acabei por perder um pouco por esse motivo, penso que neste caso, se tivesse de alguma forma feito um desvio em relação ao tema teria conseguido melhores resultados a nível de produção de uma narrativa através das imagens, porque neste projecto esse era o objectivo também…testar a nossa capacidade de transmitirmos mensagens através de imagens. O uso da imagem como conteúdo e como limite iria traduzir então essa narrativa.

Focando-me sempre no tema e olhando em minha volta e para tudo que me rodeia no ambiente que melhor conheço o espaço “casa”, o escritório surge como um dos espaços que mais capta a minha atenção desde muito nova pela mistura de objectos antigos essencialmente, pela confusão total, pelo espaço de trabalho e lazer que é.
Olhando de uma outra forma para este espaço que já tão bem conhecia procurei dividir-me em 3 pessoas que faziam uma viagem ao mesmo espaço, todas elas de uma forma diferente. A primeira viagem seria a busca pelos objectos nostálgicos desse espaço. E de que forma esse conjunto de objectos nos poderia contar a história da pessoa a quem o espaço pertence. Aqui o objectivo era também que o “dono” do espaço não estivesse presente de nenhuma forma, a não ser pelos objectos do local e pela forma como o organiza/desorganiza e que tipo de actividades este lhe poderia proporcionar.

O objectivo era descontextualizar o objecto do próprio local colocando-os a todos eles sobre um fundo neutro sem qualquer tipo de sombra. Estas imagens seriam então reproduzidas como postais_lembranças de algum espaço e tempo, nostálgia, recordação, memórias.

 

A segunda viagem teve como objectivo o espaço no seu todo. Levar o observador a quase “entrar” no espaço, com a reprodução de duas imagens (da entrada para a janela e da janela para a entrada) em grande escala (A1 ou A0) utilizando uma grande angular, uma vez que o espaço era bastante pequeno a lente foi uma óptima opção para captar não só o espaço em frente mas também as laterais do mesmo.
O ponto principal seria levar o público a observar o espaço como um todo de forma a transmitir de que modo o facto de nos apróximarmos muito ou pouco de uma imagem, esta nos pode mostrar e transmitir outras coisas que não teriamos visto de outra forma.

 

Aqui era importante que as imagens fossem tratadas como um espaço actual. Embora as imagens a preto e branco captassem mais o meu gosto, pareceu-me ideal neste caso que elas transmitissem o espaço de forma original, tal como o víamos se entrássemos mesmo dentro dele.

Como terceira viagem, esta seria a busca pelos mais pequenos pormenores (essencialmente o amontoado de papéis, os livros, os cds, os jornais…) desse mesmo espaço. A ideia consistiu em percorrer o espaço como se de um percurso se tratasse, começando pelo lado esquerdo quem entra, dando a volta pela janela e caminhando então em direcção á saída. Para transmitir a ideia de percurso as imagens foram representadas todos ao mesmo tamanho, com a ordem desse mesmo percurso (inicio _ cima; fim_baico)  dentro de um limite comum (o formato A1) mas todas elas separadas por pequenos espaços uma vez que cada uma delas transmite um pormenor específico num determinado ponto do percurso.

O objectivo essencial deste projecto (um projecto que se tornou muito pessoal) foi o de demonstrar de que forma um conjunto de imagens dispostas de determinada forma nos poderia transmitir a história e vivências de alguém.

Que tipo de mensagem estas imagens vos transmite?
Fica a pergunta no ar …

(possível local da exposição dos trabalhos. ESAD ’12 _ átrio)

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