A VIAGEM. Contos Exemplares. Sophia de Mello Breyner Andresen

Quando andava na escola preparatória foi-nos proposta a leitura de um livro chamado “Contos Exemplares”(1962) de Sophia de Mello Breyner Andersen.

Um dos livros que marca a minha infância e o início da minha adolescência e que ainda hoje me trás diversas memórias.
Este livro que contém pequenos contos tem a “capacidade” de nos mostrar o mundo e as pessoas com outros olhos. Simples contos que são “contados” de uma forma que nos faz pensar na vida, nas nossas decisões e no mundo que nos rodeia. Todo o livro tem um duplo sentido….um significado escondido por detrás de cada linha de texto.
É preciso saber ler nas “entre-linhas”.

Uma vez que a minha cabeça vagueava por um conceito que “abarcasse” o tema “the journey” sem chegar a um “concenso” e a uma conclusão de veras satisfatória…resolvi procurar “sem destino” na minha mini biblioteca e encontrei este livro no qual já não pegava há imenso tempo, fui virando página a página e eis que encontro este conto “A Viagem” que se enquadra perfeitamente neste tema… É um conto que tem capacidade para ser transmitido de variadas formas, cabe-me agora a mim tentar encontrar as melhores…terão que ser 3 neste caso…

Isto não está fácil…Mas penso que finalmente encontrei o meu rumo, o meu tema.

Capa do livro "Contos Exemplares"

Escrito por Lígia Mychelle de Melo Silva
“O conto narra a trajetória de um casal pela busca de um lugar maravilhoso, mas esse lugar nunca é encontrado. O título “A viagem” pode ser interpretado como metáfora da vida, tendo em vista que esta é passageira e, portanto, não passa de uma viagem. Considerando essa metáfora, podemos dizer que a temática principal do conto é o elo (a ponte) entre a vida e a morte; a trajetória do casal “é o meio da vida”, ou seja, é o limiar entre a passagem pela vida terrena e a busca por um lugar desconhecido, pelo Paraíso, pela eternidade. O tempo da vida, que é breve, se entrecruza com o tempo da morte, que representa toda a eternidade:No caminho que perfazem, eles, o homem e sua mulher, se deparam com lugares muito bonitos, onde encontram rios, fontes, árvores, etc. Contudo, a pressa de chegar ao lugar desejado não permite que eles desfrutem das maravilhas encontradas no percurso. Ou seja: eles acabam não dando o valor merecido às minúcias que a vida oferece. Fazendo um paralelo entre ficção e a nossa realidade, estamos sempre buscando algo mais, o distante, o instante que estar por vir; Nunca estamos satisfeitos com o agora, com o instante vivido e, consequentemente, nunca sabemos aproveitar verdadeiramente o momento no qual estamos inseridos. A vida é o agora, o amanhã é distante – “tomorrow is a long time”.”sobre este conto aqui.
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